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Usuário diário de GenAI e nova produtividade

PwC mostra que uso diário de GenAI eleva produtividade percebida, segurança e salário. Veja o que muda no Brasil.

usuário diário de GenAI

Usuário diário de GenAI rende mais: o novo termômetro de produtividade

A adoção de IA no trabalho entrou em uma nova fase. O problema já não é apenas quem tem acesso à tecnologia, mas quem conseguiu incorporá-la à rotina. Na divulgação da PwC sobre a Global Workforce Hopes & Fears Survey 2025, publicada em novembro de 2025, trabalhadores que usam genAI diariamente relatam benefícios tangíveis muito superiores aos de usuários ocasionais: produtividade percebida de 92% contra 58%, maior segurança no emprego de 58% contra 36% e melhora salarial de 52% contra 32%. Ao mesmo tempo, só 14% dizem usar genAI diariamente. Para o empresário brasileiro, isso muda a discussão sobre ROI: comprar licença não basta; o valor aparece quando uso e aprendizado viram hábito operacional.

O Sinal Global

A PwC entrevistou quase 50 mil trabalhadores em 48 economias. O dado mais revelador não é apenas que a IA ajuda. É que a frequência de uso separa dois grupos: empresas que transformaram a ferramenta em rotina e empresas que ainda operam no modo experimental. Esse sinal conversa com o AI Jobs Barometer 2025, no qual a PwC mostrou que indústrias mais expostas à IA registraram crescimento de receita por funcionário de 27%, contra 9% nas menos expostas.

O tema ganhou força agora porque a primeira onda de adoção foi medida por licenças, pilotos e entusiasmo. A segunda está sendo medida por uso recorrente, mudança de habilidade e resultado percebido.

O Que Está Mudando na Prática

A gestão da IA no trabalho deixa de ser tema de TI e passa a ser tema de liderança de equipe. A pergunta sai de “quem recebeu acesso?” e vai para “quem incorporou a IA ao fluxo com qualidade e consistência?”. Isso muda treinamento, cobrança e desenho de metas.

Leitura Executiva

  • O que mudou: uso frequente virou indicador melhor que acesso isolado.
  • Quem será mais impactado: serviços profissionais, marketing, atendimento, vendas, finanças e times de escritório.
  • Prazo provável de impacto: imediato a curto prazo.
  • Risco para empresas lentas: pagar por IA sem mudança real de comportamento.
  • Oportunidade para empresas ágeis: transformar capacitação prática em produtividade e retenção.

Impacto no Mercado Brasileiro

Como isso afeta o empresário no Brasil hoje? Em muitas empresas, a adoção de IA ainda é desigual: alguns profissionais usam diariamente, outros evitam, e boa parte da liderança não mede diferença entre uso superficial e ganho real. Isso cria uma assimetria interna importante. As áreas que aprendem primeiro entregam mais com a mesma equipe; as demais continuam operando no padrão antigo.

Para PMEs, a vantagem está em treinar rapidamente times pequenos e criar rotina simples de uso. Para grandes empresas, o desafio é padronizar aprendizagem sem engessar a aplicação por área. No Brasil, também pesa o acesso desigual a capacitação: a própria PwC mostrou que só 51% dos não gestores sentem ter recursos de aprendizado suficientes, contra 72% dos executivos seniores.

Riscos, Oportunidades e Sinais de Acompanhamento

Riscos

  • Risco 1: medir adoção por licença e não por uso efetivo.
  • Risco 2: concentrar conhecimento de IA em poucos profissionais.
  • Risco 3: treinar de forma genérica, sem conexão com tarefa real.

Oportunidades

  • Oportunidade 1: elevar produtividade sem ampliar equipe na mesma proporção.
  • Oportunidade 2: melhorar retenção ao mostrar ganho de capacidade e aprendizado.
  • Oportunidade 3: criar vantagem competitiva por rotina mais inteligente de trabalho.

Sinais Para Monitorar

  • Sinal 1: crescimento de programas internos de champions e treinamento por função.
  • Sinal 2: metas associadas ao uso recorrente de IA em áreas de escritório.
  • Sinal 3: redução da distância entre acesso à ferramenta e uso cotidiano.

Alerta de Tendência SEM FIO:

No Brasil, a diferença competitiva não estará entre empresas com IA e sem IA, mas entre equipes que usam todo dia e equipes que só testam de vez em quando.

3 Principais Ações de Preparação Corporativa

  • Ação 1:
  • Ação 2:
  • Ação 3:

O Que Fazer nos Próximos 90 Dias

  • Primeiros 30 dias: auditar uso de IA por frequência e por função.
  • De 31 a 60 dias: escolher áreas com alto potencial e desenhar trilhas curtas de capacitação.
  • De 61 a 90 dias: medir impacto em produtividade, qualidade e engajamento.

Conclusão Executiva

A nova métrica de maturidade em IA não é acesso, mas repetição útil. Para o empresário brasileiro, a decisão mais importante agora é trocar a lógica de ferramenta distribuída pela lógica de rotina aprendida. Quem fizer isso converte licença em capacidade; quem não fizer continuará com adoção aparente e valor limitado.

Sobre o autor
Reginaldo Osnildo — jornalista, professor universitário e autor de mais de 100 livros.
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Referências:

  • PwC. Daily GenAI users see higher pay, job security and productivity – while a third of the global workforce regularly feel overwhelmed. https://www.pwc.com/bm/en/press-releases/daily-genia-users.html
  • PwC. 2025 Global AI Jobs Barometer. https://www.pwc.com/gx/en/news-room/press-releases/2025/ai-linked-to-a-fourfold-increase-in-productivity-growth.html

Categorias: Inovação Corporativa, Inteligência Artificial

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